16 de junho de 2014

Resenha A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

Título: A Menina que Roubava Livros | Autor: Markus Zusak | Nº de páginas: 480 | Ano: 2013 (capa do filme) | Editora: Intrínseca | Compre: Livraria Cultura (epub)
A resenha de hoje é de uma leitura minha feita em janeiro deste ano, a primeira leitura do projeto Volta ao Mundo em 12 livros. Saiba mais sobre ele aqui.

A Menina Que Roubava Livros conta a história de Liesel Meminger, uma pequena garotinha que é adotada por um casal residente da rua Himmel, na Alemanha. O ano é 1939, a Primeira Guerra está para começar, e tudo nos leva a crer que a família da garota é judia ou comunista, portanto, o objetivo da mãe ao afastar os filhos seria o de protegê-los de perseguições e de coisa pior. O irmão de Liezel infelizmente morre durante a viagem de trem até o novo lar, o que a faz se sentir ainda mais só. Inesperadamente, um livro intitulado “O Manual do Coveiro”, acaba caindo do casaco de um rapaz, e ela o pega para si: o seu primeiro roubo. As coisas começam a melhorar quando Liesel faz amizade com Rudy Steiner, um garoto da rua que cultiva o sonho de ser um corredor famoso, e principalmente, quando Hans Hubermann começa a ensinar Liesel a ler, e eles passam a ler juntos todas as noites.

Eis um pequeno fato: Você vai morrer.

Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

- É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão meus modos?

Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas na verdade isso não é necessário. Você me conhecerá suficientemente bem e depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que em algum tempo eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.

Não é a toa que A Menina Que Roubava Livros continua sendo tão comentado desde seu lançamento em 2010. O livro é diferente de tudo que já li, principalmente no que diz respeito a narrativa (que eu me lembre, também, não havia lido nenhuma outra história que se passasse na Alemanha Nazista). Só lendo mesmo para entender como os elementos da trama vão sendo ligados a partir do ponto de vista de, nada mais nada mesmo, que a Morte. No começo parece difícil acompanhar os pensamentos da irônica personagem, mas, quando você pega o ritmo dela a história vai ficando cada vez mais interessante. Já adianto que a Morte se mostra, a princípio, insensível com os leitores já que solta alguns spoilers na lata, rs, contando o nome de alguns personagens que vão morrer mais adiante, porém não conta como acontece nem quando.

Vocês já devem adivinhar só pelo pouco que eu falei acima que estamos tratando aqui de uma história que é triste em vários momentos, trágica até e emocionante pelo apego que a gente começa a ter pelos personagens e pelo contexto em que eles estão inseridos, a ascensão de Hitler e a Primeira Guerra Mundial. O legal é cada um tem o seu jeitinho particular de ser, uns são mais transparentes, como Rudy e Hans (os meus preferidos), outros cujas verdadeiras intenções permanecem ocultas por bastante tempo, como a aparentemente carrancuda Rosa e a apática mulher do prefeito, que tem um papel bastante importante no final.

Vocês acreditam que a minha visão da história antes de ler era de que a suposta menina saia roubando livros das livrarias por ai? Totalmente por fora! kkkk

Em relação a comparação com o filme, até gostei dele, porém, é claro que para quem leu o livro, este é muito mais intenso e consegue emocionar bem mais do que adaptação. O livro traz a história de Liesel no decorrer de alguns anos, ou seja, conseguimos acompanhar o seu crescimento ao longo desse tempo, enquanto no filme, fica parecendo que tudo aquilo ocorreu em poucos anos apenas. Fora isso, acredito que é um bom filme, já que não fica parecendo que perdemos muita coisa importante da história, apesar dos cortes que precisaram ser feitos.

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