4 de abril de 2015

Resenha Três Sombras - Cyril Pedrosa

Título: Três Sombras | Autor: Cyril Pedrosa | Número de páginas: 272 | Ano: 2011 | Editora: Quadrinhos na Cia. | 
Vocês devem ter percebido que eu fiquei extremamente animada com o Na minha caixa postal da semana passada, isso foi em grande parte graças ao HQ Três Sombras, do artista francês Cyril Pedrosa, lançando em 2011 pelo selo Quadrinhos na Cia. (Companhia das Letras).

Em Três Sombras conhecemos o menino Joachin e seus pais, Louis e Lise, que vivem uma vida tranquila em meio a natureza, num lugar onde os dias se passam em meio a plantar, colher, nadar no lago e se divertir juntos. Até que o surgimento de três sombras nas redondezas tira o sossego da família. Quem são, porque estão ali e o que querem? Lise, a mãe de Joachin, vai em busca da reposta e consulta uma espécie de espiritualista/oráculo da cidade próxima e a explicação que ela lhe dá não é nada boa. Louis, não querendo acreditar nas palavras da velha senhora, parte, então, com Joachin na tentativa de ficar o mais longe possível das Sombras.




Três Sombras, p.14 e 15

Três Sombras tem uma história emocionante e, confesso, triste por um lado e esperançosa por outro. Fala de um pai que é capaz de tudo para proteger seu filho, de amor, destino e aceitação. E mais, é um prato cheio para quem gosta de metáforas e simbolismo, que aparecem do começo ao fim da história.

O traço dos desenhos em preto e branco lembra o estilo cartoon, o que, provavelmente, é resultado da influência dos tempos em que o Cyril trabalhou nos estúdios da Disney. É muito bacana a mudança de tom na história que o artista consegue mesclando desenhos mais limpos e iluminados, com outros bastante carregados, como se tivessem até sido rabiscados, e bem escuros. Isso acontece, principalmente, após a chegada das sombras, o que contrasta claramente com a paz da família mostrada nas primeiras páginas.

Além disso, outro ponto que vale ressaltar aqui é que os personagens são cativantes - nos fazem torcer por eles, e ficar praticamente desesperados para saber o que irá acontecer - e muito expressivos, tanto em questão de falas quanto de movimento.

Senti falta de uma exploração maior em relação as personagens Sombras, que se mostram muito interessantes em sua curta aparição. Entretanto, talvez, isso tenha sido até proposital, para manter um mistério maior em relação a tudo o que elas podem representar.




Três Sombras, p.40 e 41

Estou ficando cada vez mais animada com a leitura de histórias em quadrinhos, primeiro porque eu adoro tudo que envolve desenho, rs, e segundo porque os títulos que estão sendo lançados  contam com uma qualidade ótima (logo vocês vão me ver falar de outro título aqui no Open Page), e Três Sombras não é exceção. É uma obra para embelezar a estante e, com certeza, para ler e reler, e encontrar novos elementos que passaram despercebidos na primeira leitura.

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