6 de maio de 2015

Resenha A Rainha Normanda - Patricia Bracewell

Título: A Rainha Normanda | Autor: Patricia Bracewell | Número de páginas: 400 | Ano: 2015 | Editora: Arqueiro | 
Em A Rainha Normanda viajamos para o ano 1002 d.C. e conhecemos Emma, uma garota normanda que, por questões políticas e econômicas, se vê tendo que tornar-se a rainha inglesa e, ao mesmo tempo, casar com o rei AEthelred, um homem décadas mais velho e que há anos é atormentado por uma sombra, a sombra de um rei.

"Se alguém tivesse mantido esse tipo de registro, o inverno de 1001 no noroeste da Europa teria entrado para a história como o mais frio e inclemente em 75 anos. No final de dezembro daquele ano, uma tempestade vinda do norte do Ártico se desencadeou com terrível velocidade, varrendo toda a Europa, mas se abatendo com maior violência sobre os dois reinos que se defrontavam às margens do mar Estreito.
Na Normandia, começou com uma queda brusca de temperatura e uma chuva gelada que banhou as preciosas árvores frutíferas no vale fértil do rio Sena. Rajadas de vento seguiram-se à chuva, arrancando frágeis galhos congelados e dispersando a promessa da colheita do verão seguinte sobre vastos campos cobertos de gelo. Durante um dia e uma noite inteiros a tempestade rugiu e, quando o pior passou, a neve fina caiu silenciosa como uma bênção sobre a paisagem assolada."  Leia um trecho

Vocês sabem que para mim, para um livro ser bom mesmo, não basta ter uma ótima trama e personagens fortes, a história tem que ser bem contada. A narrativa tem um peso grande para que um livro consiga ganhar a minha verdadeira afeição, rs, e, também, influencia na hora em que vou recomendar uma leitura a um amigo.

A Rainha Normanda, acreditem os senhores, me conquistou em todos esses aspectos!

A autora, Patricia Bracewell, consegue enredar totalmente o leitor na trama, trançando diversos fios que, ao final, vão se transformar numa bela tapeçaria, completa e recheada com pesquisa histórica, conspirações políticas, inveja, mistério, ação, e um toque romântico. É difícil explicar, mas a sensação é de que ela vai nos fornecendo várias informações a cada página, nenhuma desnecessária, que ampliam a visão do todo, dos detalhes daquele universo, e que permitem nos transportar para aquele tempo e lugar.

Os personagens são outro ponto que devo mencionar, pois, são tão bem construídos que é possível formar a imagem de cada um, mesmo até daqueles que não tem tanto destaque quanto Emma, AEthelred, Athelstan e Elgiva. Mesmo com a narrativa em terceira pessoa, é com a visão voltada para essas figuras em especial que acompanhamos a história dA Rainha Normanda, que foi baseada na real Crônica Anglo-saxã. Preciso dizer que simplesmente fico boba - e adoro! - com esses livros que trazem fatos históricos verídicos?

Não damos nada a Athelstan no início, mas seu personagem cresce de tal forma, impulsionados por seus ideais nobres de justiça e paz, além de um certo sentimento impróprio para a sua situação, rs, que é impossível não torcer por ele. Athelstan é totalmente diferente do pai, que com o juízo atormentado por um fantasma do passado, acaba tomando decisões nefastas, que afetam todos a sua volta. Emma, uma personagem forte apesar da aparência delicada, tem que deixar seu lar e a maioria das pessoas que conhece para viver num novo país, casada com um homem do qual pouco sabe, e com um fardo de ser rainha, se vê presa a inúmeras obrigações, a seu rei, a igreja, a sua família, e ao povo, que de certa forma, deposita suas esperanças na nova rainha. Mas e quanto ao dever com seu próprio coração e seus desejos e sentimentos?

Pesquisando sobre o livro, descobri que ele será o primeiro de uma trilogia. O título em inglês do primeiro volume, “Shadow on the Crown” ilustra bem um elemento bastante presente neste livro, mas acredito que A Rainha Normanda também foi uma boa escolha para o título.

Será que logo surge uma série de tv ou filmes de A Rainha Normanda? Ficarei aqui torcendo, assim como para a Arqueiro publicar o quanto antes a continuação da história, já publicada no idioma original como “The Price of Blood”.

Ah! Os leitores seguidores da do meu perfil no Twitter devem ter me visto comentando sobre o livro por esses dias e, melhor ainda, são testemunhas que a fofa da autora respondeu meu tweets. Segue a prova, rs.


Bom, não havia como essa resenha ficar pequena! rs Com certeza, era um romance assim que estava querendo ler há muito tempo! Ágil, complexo e envolvente. Vale a pena apostar em A Rainha Normanda!

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