Resenha A Filha do Império - Raymond E. Feist & Janny Wurts

23:39

Título: A Filha do Império | Autor: Raymond E. Feist e Janny Wurts | Número de páginas: 464 | Ano: 2015 | Editora: Saída de Emergência Brasil | 
Um aviso importante para o leitor: Quando você iniciar a leitura de A Filha do Império, é preciso que esteja disposto a embarcar numa história que irá te envolver até o fim, pois a narrativa conseguirá facilmente te transportar para o rico universo de Kelewan. Ao final, haverá aquele sentimento de que você acompanhou Mara por toda sua jornada!

Falando em universo, estamos de volta ao mundo onde se deu boa parte dA Saga do Mago - que eu ainda preciso ler! -, mas, se você não leu os outros livros de Raymond E. Feist, não se preocupe pois essa é uma história independente, e traz como protagonista a jovem Mara que é obrigada a assumir o posto de governante de sua Casa, os Acoma, depois de uma tragédia familiar.

A juventude e a aparente fragilidade de Mara fazem, no começo, com que até seus próprios amigos – a conselheira anciã Nacoya e os guerreiros Keyoke e Papewayo, que serviram seu pai honrosamente no passado – questionem e duvidem de suas habilidades para jogar e manter viva a Casa dos Acoma. Nem se fale, então, nos inimigos que subestimam a jovem e acreditam que ela não passa de um alvo fácil. Eles não poderiam estar mais enganados.

Mara acaba mostrando possuir facilidade para articular de forma inteligente suas ações no Jogo do Conselho e melhorar as defesas de suas terras. Sendo audaciosa e cativante, vai aos poucos conquistando aliados, mas existem muitos perigos e desafios a enfrentar. Assegurar sua segurança e a dos Acoma é a prioridade, só assim ela poderá direcionar seus esforços para se vingar dos Minwanabi, aqueles que armaram uma cilada que resultou na morte de seu pai e seu irmão.

A Filha do Império traz um mundo de fantasia marcado por conflitos políticos e jogos de interesse e poder. Nada é estável, e mesmo as famílias mais importantes podem ser destruídas caso seja feita uma aliança vantajosa entre outras Casas. O “jogo” acabou me lembrando um pouco dAs Crônicas de Gelo e Fogo, onde muito é feito “debaixo dos panos”, de forma quase discreta. Entretanto, as desavenças entre os governantes não são nenhum mistério como, também, alguns confrontos diretos são inevitáveis.

Algo muito interessante da mitologia que vemos na saga, além das criaturas e outros elementos fantásticos – e muitos nomes diferentes como chocha, hamoi, gazen, thyza, Cho-ja... –  que tornam esse universo rico, é que a tradição e os costumes são valores indispensáveis para os Tsurani. Ninguém parece estar acima dessas leis, e isso pode ser tanto bom quanto ruim, dependendo da situação. ;) E enquanto acompanhamos os acontecimentos em Kelewan, uma guerra se desenrola no mundo bárbaro, também conhecido como Midkemia (Mais nA Saga do Mago).

"- Filha, o Império é grande, e são muitos os Senhores e mestres cuja ambição lhes endurece o coração com crueldade. Criados desafortunados sofrem muitas vezes sob o jugo de tais homens. Mas a sabedoria floresce da adversidade. Os criados aprenderam, tal como você deve fazer, que os códigos de honra podem ser uma face de dois gumes. Cada palavra tem dois sentidos e cada ato, mútiplas consequências. Sem comprometer a lealdade ou honra, um criado pode transformar a vida de um soberano cruel num inferno." p.208

A única sugestão que tenho para uma nova edição, seria algum tipo de instrução no começo do livro indicando a forma correta de pronunciar os nomes dos personagens e dos elementos – algo que me perguntei várias vezes se não estaria fazendo errado. Além disso, um glossário para consulta rápida dos termos fantásticos vistos no livro ajudariam a relembrar seus significados sem precisar voltar nos capítulos onde são explicados. Claro que esse detalhe não prejudica o entendimento da trama, mas a deixaria ainda mais completa.

A maioria dos personagens são construídos com características marcantes e caráter forte. Como são vários, merecem destaque Nacoya, Keyoke, Papewayo, o guerreio sem casa Lujan, que por mim poderia ter aparecido mais nesse primeiro volume (rs), a rainha dos Cho-ja, o Senhor da Guerra, e até mesmo os Anasati. E temos, também, Mara e sua clara evolução dentro da trama.

Mara é aquela personagem que faz o leitor torcer por ela, conquistando por sua determinação e ousadia. Ela surpreende, arrisca e, evidentemente, se coloca em algumas situações críticas de perigo. Só posso dizer que estou mais do que curiosa para descobrir o que mais Mara irá aprontar no próximo livro.

Será que sua ambição trará certas consequências negativas para si e para aqueles que lutam ao seu lado? Nesse primeiro livro já temos algumas pistas, mas, sinceramente, espero que ela possa – quem sabe, talvez – encontrar um amor em meio as batalhas ainda mais difíceis que estão por vir. Será!?

A Filha do Império está mais do que recomendado para os leitores que adoram uma fantasia literária! O melhor de tudo é que em agosto a Saída de Emergência lançará o segundo livro da trilogia: A Serva do Império.

+ Curiosidade: Esse é o primeiro livro de Janny Wurts publicado no Brasil.
+ Ps: Amei essa capa *__*

Outros posts legais

0 comentários

Olá leitor! Quero muito saber o que você do post!

-> Deixe nos comentários suas impressões, opiniões e expectativas. Só não vale contar algum spoiler sobre o livro, rs. Se quiser falar comigo e não quiser usar os comentários, escreva para mim por meio do formulário de contato, clicando aqui.

Obrigada pela visita! :D


Leitores do Open

Nossa página no facebook

Cópia atribuida


Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil. Se usar algum texto não esqueça de citar a fonte.


Translate here: Google-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to English