25 de agosto de 2015

Resenha Os Bons Segredos - Sarah Dessen

Título: Os Bons Segredos | Autor: Sarah Dessen | Número de páginas: 408 | Ano: 2015 | Editora: Seguinte |
Hey pessoal, hoje temos a resenha de um dos lançamentos da Seguinte! Os Bons Segredos que estará nas livrarias nesta semana, é o mais novo romance YA da famosa autora Sarah Dessen, e proporciona uma leitura gostosa, daquelas que você nem percebe os vários capítulos e o tempo que passou lendo.

Em Os Bons Segredos conhecemos Sidney, uma garota de 16 anos que se sente invisível. Ela não tem muito espaço dentro da própria família, já que todos os olhares estão voltados ao seu irmão mais velho, Peyton. Ele sempre foi carismático e muito bonito, só que nos últimos tempos andou trazendo várias dores de cabeça aos pais, usando drogas e invadindo casas com os amigos. Mas o pior de tudo foi numa noite em que dirigiu embriagado e atropelou um garoto, deixando-o paraplégico.

Independentemente da vontade de Syd, tudo deve ser feito pensando em prol de Peyton e “fim da discussão”, ela dificilmente consegue expor sua opinião e ter um diálogo verdadeiro com seus pais. Além disso, parece que ela é a única que enxerga a culpa do irmão em relação ao acidente de David Ibarra.

É engraçado que, até um certo momento da história, parece que o protagonista do livro é Peyton, já que tudo gira em torno dele (a mãe colabora muito para isso), embora seja Sydney quem tem o poder da narrativa. As coisas vão mudando as poucos e Syd ao conhecer Layla, filha do dono de uma pizzaria, é recebida em seu mundo regado a pizzas e diversas formas de degustar uma porção de batata frita.

Os Bons Segredos deveria vir com um aviso “este livro pode causar fome!” porque encontramos pelas páginas várias menções a comidas! rs

O ritmo do livro é constante e, assim, como o primeiro livro que li da autora, não é marcado por grandes reviravoltas, sendo exatamente o desenrolar progressivo da trama, de forma que as coisas simplesmente vão acontecendo, que traz uma atmosfera tão familiar ao leitor. Quando termina, a gente quer mais 400 páginas fácil! Aliás, bem que poderia ter uma continuação.

Dessa vez, a falta de algo mais surpreendente me incomodou bem menos do que em A Caminho do Verão. Bom, vocês devem me dar um desconto (rs) já que, para uma leitora que anda mal acostumada com fantasias e distopias, fica difícil não esperar por alguma surpresa! Além disso, para mim, a época em que você lê um livro pode mudar muito a impressão que você tem dele. A verdade é que acabei gostando mais do que esperava de Os Bons Segredos.

Um ponto ótimo e que merece destaque é que a história não gira em torno do romance da protagonista, mas é mais um elemento que a compõe. Não há paixão arrebatadora a primeira vista, o sentimento vai se desenvolvendo aos poucos, com o tempo, imitando bem o que ocorre na vida real.

Falando nisso, talvez esse seja um dos segredos do sucesso de Sarah. A autora traz seu romance para perto do real. Claro, apesar de Syd ser de uma família rica dos Estados Unidos, a trama consegue se aproximar do que é vivido pelo jovem leitor, como em relação as dúvidas de Sydney e sua impotência frente a certas situações que não pode mudar.

Para citar outro fator, eu arriscaria que Dessen faz pensar. Há tantos assuntos abordados em um único livro, como culpa, conflito na relação familiar, medo, falta de comunicação, esclerose múltipla, primeiro amor, amizade, amadurecimento, diferenças, mudanças... que formam um universo rico, embora ela não se aprofunde nos temas, trazendo-os, na maioria das vezes, de forma bem sutil.

Os Bons Segredos mostra, por exemplo, que cada um tem seu jeito de encarar e lidar com o luto e que a mudança pode demorar, mas uma hora ou outra ela acontece. Além disso, traz a importância da amizade, e nos faz ter um pouco mais de esperança no final.

A capa da nossa versão ficou ótima e até mais bonita do que a da versão original. Ah! A pessoa aqui já ficou pensando em vários significados para esses unicórnios fugindo do carrossel. 

"- O réu poderia se levantar, por favor?
   Não se tratava de uma pergunta de verdade, embora soasse como tal. Eu tinha percebido isso desde a primeira vez que nos reunimos lá, nas mesmas circunstâncias. Era um comando, uma ordem. O 'por favor' era só uma formalidade. Meu irmão levantou. Ao meu lado, minha mãe ficou tensa e prendeu a respiração. Do jeito que pedem para você inspirar antes de um raio X, para que consigam ver mais, captar tudo. Meu pai olhava para frente, como sempre, com uma expressão indecifrável. O juiz voltou a falar, mas eu não conseguia prestar atenção. Em vez disso, olhei para as janelas, as árvores balançando com o vento lá fora. Era começo de agosto; as aulas começariam em três semanas. Tinha a sensação de ter passado o verão inteiro exatamente naquela sala, talvez naquela mesma cadeira, mas sabia que não era o caso."

A foto que abre o post é da prova antecipada que recebi da editora para a leitura. ♥

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