9 de outubro de 2015

Resenha O Despertar do Príncipe (Deuses do Egito #1) - Colleen Houck

Título: O Despertar do Príncipe | Autor: Colleen Houck | Número de páginas: 384 | Ano: 2015 | Editora: Arqueiro | Compre: Amazon, Submarino
O Despertar do Príncipe é o primeiro livro da tão esperada saga Deuses do Egito, uma nova aventura escrita por Colleen Houck, que tem como pano de fundo a mitologia egípcia!

O Metropolitan Museum of Art, o Met, é um dos lugares preferidos de Liliana Young pois é lá que a garota tem a oportunidade de observar pessoas quem vem dos mais variados lugares, e esse é o seu passatempo preferido. A verdade é que as pessoas a fascinam, mas, seus pais, ricos advogados, insistem que ela escolha uma curso na universidade que lhe traga mais prestígio no futuro. O dia a dia de Lily se resume a acordar num luxuoso hotel onde mora, explorar a cidade de Nova York e fazer o que seus pais esperam. Ela não está lá muito contente com isso.

Em busca de um local para se concentrar no preenchimento dos papeis para a faculdade, Lily vai até o Met. O vigilante, já habituado com a sua presença – e graças as doações de seus pais – sugere que Lily passe o tempo que quiser na ala Egípcia, que está passando por uma reforma.

Um barulho estranho assusta Lily e ela decide investigar o que está acontecendo. Ela, então, se depara com um sarcófago aberto, tiras de tecido espalhadas pelo chão e, curiosamente, um homem careca vestido apenas com saiote branco, e falando um idioma desconhecido. Ela logo supõe que ele é um louco tentando inclui-la em sua historia fantasiosa de múmia, mas Amon, na verdade, é um príncipe do Egito que tem a missão de despertar a cada mil anos para defender seu povo do terrível Seth.

Para o bem ou para o mal, Amon acaba fazendo uma ligação com Lily a fim de sobreviver até recuperar seus vasos canópicos, objetos que contém sua energia vital. O problema é que eles se encontram do outro do oceano... No Egito!

Mas vou parando por aqui pois já contei de mais!


Como adoro mitologia e história e considero riquíssima a mitologia egípcia fiquei super curiosa para ler o novo título da Colleen já que os livros dos tigres foram umas das minhas leituras YA/Fantasia mais bacanas dos últimos anos – aliás, os livros estão todos resenhados aqui no blog. Então as expectativas eram muitas!

Durante a leitura, pesquisei sobre alguns elementos mencionados no livro, mas, como ainda tenho pouco conhecimento sobre o tema, não sou a pessoa mais indicada para apontar quais aspectos da trama seguem fielmente a mitologia egípcia e o que foi inventado pela autora, mas posso dizer que o resultado é bastante interessante!

O Despertar do Príncipe nos apresenta uma história que, quando você menos espera, te enreda em uma trama cheia de história, mitologia, magia, deuses, príncipes, múmias, pirâmides e suas armadilhas, e muita areia do deserto. Acrescente tudo isso a jovialidade e os sentimentos contraditórios de uma garota comum de Nova York, cuja outra face - mais espontânea, apaixonada e viva - tem a oportunidade de emergir.

Vasos Canópicos, ou canopis eram recipientes utilizado no Antigo Egito para colocar órgãos retirados do morto durante o processo de mumificação.

O começo do livro é um pouco enrolado, com certas repetições que dão a impressão de que Lily e Amon não saem do lugar, até quando começam a surgir surpresas atrás de surpresas, além de muitas perguntas e “Ohs!”, que não me deixavam mais largar o livro até o final.

Lily é uma protagonista difícil, por isso não sei de dizer se realmente gostei dela, rs. Em algumas ocasiões ela é bastante decida, mostra atitude e tem humor, mas sua autoconfiança também oscila em diversos momentos. Às vezes, acaba sendo tão patricinha que precisamos ler descrições de como ela resolve amassar o cabelo para logo mais ter que fugir de seres amaldiçoados nas pirâmides em pleno deserto... Vamos dizer que os personagens masculinos são mais interessantes !

Ninguém pode negar que a autora tem inspiração para escrever cenas românticas. Falando nisso, o casal dO Despertar do Príncipe tem bastante química, mas, para o meu gosto, o romance aconteceu cedo de mais na trama. Claro, Amon é um deus egípcio, mas bem que Colleen poderia ter criado um suspense maior.



Quando começaram a surgir “três reis, três príncipes, três deuses”, passei a me questionar se a autora apostará novamente num triângulo amoroso, como em A Maldição do Tigre. Se analisarmos a história, conseguimos perceber certas semelhanças entre as duas sagas, mas espero muito que a estrutura não seja exatamente a mesma nos próximos livros.

Resumindo, gostei muito do entrelaçar da trama entre o atual e o passado e, principalmente, todos os detalhes que remetem ao Egito Antigo, mas, acredito que Deuses do Egito precisa daquele “algo mais” para ganhar mesmo um lugar no coração dos leitores. Se existe uma escritora com talento e espaço para inovar e criar algo surpreendente com todos esses elementos fantásticos, essa é Colleen Houck.

Agora só preciso aguardar o próximo volume para confirmar minhas teorias, rs. E vocês, o que acharam do título?

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