9 de dezembro de 2015

Resenha A Libélula no Âmbar (Outlander #2)

Título: A Libélula no Âmbar (Outlander #2) | Autor: Diana Gabaldon | Número de páginas: 944 | Ano: 2014 | Editora: Saída de Emergência | Compre: Submarino
Hey pessoal, como vão? Hoje consegui um tempinho para contar a vocês as minhas impressões do segundo volume de uma das séries de fantasia histórica mais queridinhas dos leitores, Outlander!

Assim como aconteceu em A Viajante do Tempo, durante a leitura dA Libélula no Âmbar também experimentei sentimentos contraditórios em relação a como a autora resolveu desenrolar a trama nessa continuação. Leitores que ainda não leram os livros, não se preocupem, essa resenha não terá spoliers - quer dizer, nada além do que a sinopse já possa ter revelado, rs.

Diana Gabaldon começa A Libélula no Âmbar dando um grande susto no leitor, adiantando a história em cerca de 20 anos no tempo! Ela nos leva ao ano de 1968 ao encontro de uma Claire um pouco mais velha, digamos, do que quando a vimos pela última vez no livro anterior. E é aí que começam a surgir um turbilhão de perguntas: O que aconteceu? Como ela foi parar ali? E a guerra? E Jaime? Aaaahhh! Mas muita calma nessa hora! O bom de tudo é que Claire dá um jeito de contar tudo que aconteceu depois dos episódios finais de Outlander e, assim, nós leitores não ficamos só na curiosidade. Ainda bem.

História muito bem ambientada (+)

Um dos pontos que me fazem considerar a série uma ótima opção de leitura é que a autora consegue descrever o mundo a volta de Claire com maestria. O nível de detalhes é incrível, os lugares são vivos com seus cheiros e sons característicos, e faz com que o leitor consiga sentir como se estivesse ali junto com as personagens - desde passear por chiques salões repleto de pessoas vestidas de forma extravagante a passar remédio feito com ervas nos machucados dos feridos numa batalha. A narrativa em primeira pessoa contribuí muito para esse resultado.

Um mergulho nas intrigas da corte (+)

Outra característica marcante da obra é o mergulho histórico que te faz querer pesquisar sobre a época e todos os eventos políticos trazidos pela autora para saber o que aconteceu mesmo, devido a sensação de veracidade com que os fatos são colocados na trama.

Em A Libélula no Âmbar temos uma grande mudança de cenário, pois Claire e Jaime deixam as Terras Altas da Escócia para trás e rumam para a França. Não para viverem sossegados, enfim, longe da ameaça dos ingleses, mas num movimento estratégico para acompanhar mais de perto as conspirações dos Stuarts na jornada para assumir o trono escocês, fato que acabará culminando na batalha em Culloden que o casal deseja muito evitar. Mas a que custo?

Confesso para vocês, que demorei para juntar todos os pontos e ligar todas as pessoas a seus devidos nomes, porque são tantos reis, condes, comerciantes e outras figuras importantes que é difícil não se confundir no início, mas quando passamos a entender melhor, tudo fica ainda mais interessante.

Personagens interessantes e complexos (+)

Além de uma boa trama e uma história bem contada, encontramos no livro personagens fortes, que tem qualidades e defeitos e são recheados de emoções. Isso, tanto em relação aos amáveis quanto àqueles mais odiáveis! Nesse segundo livro estão de volta velhos conhecidos e aparecerem novas figuras, como Roger Wakefield, Brianna, Alex Randall, Mary Hawkins e o pequeno Fergus. Achei bacana a tentativa da autora em humanizar o personagem Jack Randall, mas, mesmo assim, acredito que nenhum leitor passou a gostar dele por causa disso, rs!

Tamanho de fonte agradável (+)


Quem já de deparou com um desses tijolões literários já deve ter tido problema com letrinhas minúsculas, que além de dificultarem a leitura, deixam aquela sensação de que não conseguimos sair da mesma página. Por isso, acho correta a atitude das editoras que decidem deixar os títulos maiores ou, então, preferem dividi-los em mais de um volume. A Libélula no Âmbar  apesar de ter mais de 700 páginas não teve esse problema (ainda bem!) e o tamanho da fonte é ótimo para uma leitura longa e confortável.

Muitas e muitas páginas... (-)


Se por um lado um título grande e com muitos detalhes como esse pode ser ótimo para a imersão, em alguns momentos é difícil fugir da sensação de que a história está enrolada e que algumas partes poderiam ser desenvolvidas de forma mais sucinta para a história andar e chegar em partes mais importantes.

Mais um abuso (-)

Confesso que acreditei que passaria esse livro sem encontrar nenhum abuso sexual, mas me enganei. Pelo que aconteceu no primeiro volume da série, a autora já gastou toda a sua cota em relação a esse assunto comigo, e aparecer com esse tipo de coisa em vários títulos deixa a trama, sem necessidade, ainda mais pesada.

Os mistérios de Outlander (+-)


A série tem um quê de mistério que me faz querer continuar a leitura de Outlander só para ter respostas paras as minhas perguntas, que são muitas: Como é possível viajar para o passado através das pedras de Craigh Na Dun? Há outros lugares mágicos como esse? Qualquer pessoa consegue atravessar o portal, ou é necessário algum tipo de magia ou encantamento? É possível escolher o ano em que o viajante irá parar ou o destino é proporcional ao ano em que se está no presente? E as mulheres druidas? Infelizmente essas questões e outros mistérios foram pouco explorados nesse volume para o tamanho da minha curiosidade! rs

O salto no tempo (-)

Essa é uma questão de gosto, cada leitor deve encarar de forma diferente, mas a verdade é que não gostei muito do salto no tempo, e tenho dificuldade em imaginar Jaime com 50 anos de idade. Fico aqui pensando quanta imaginação Gabaldon ainda tem para continuar a história nos próximos seis volumes (acho que já disse isso antes, rs) e se ela continuará tão interessante mesmo assim, já que esse é apenas o começo da série. Quem aí já leu algum dos próximos livros não deixe de me contar o que achou, viu?!

Resumindo, entre prós e contras, a leitura foi ótima! Leia um trecho do livro aqui.

A série literária Outlander já tem oito livros publicados no original (a autora está escrevendo o nono!), sendo que os três primeiros já se encontram lançados por aqui pela Saída de Emergência Brasil em português.

Na resenha de hoje resolvi testar um novo estilo de organizar minha experiência em pontos positivos e negativos. Assim, deixem nos comentários se gostaram ou se preferem o texto corrido como sempre.  Até a próxima!

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