17 de janeiro de 2017

Resenha Apenas um Garoto - Bill Konigsberg

Título: Apenas um Garoto | Autor: Bill Konigsberg | Editora: Arqueiro | Número de Páginas: 256 | Ano: 2016 | Leia um trecho
Em Apenas Um Garoto conhecemos Seamus Rafael Goldberg. Aos 13 anos, ele se assumiu gay e, felizmente, sua família encarou a notícia numa boa, o incentivaram a frequentar um grupo de discussões sobre o assunto, e garantiram que todos da cidade soubessem e encarassem com naturalidade. Na escola, Rafe também não enfrentou nenhum tipo de bullying, mas, com o tempo, o fato de ser visto como o “garoto gay” passou a incomodá-lo.

Foi então que Rafe teve a ideia de mudar para Natick, uma escola só para garotos numa tentativa de recomeçar. Lá ele poderia assumir uma nova identidade, sem contar a nenhum de seus colegas sobre a sua orientação sexual. Mas será que Rafe conseguirá esconder essa parte de si mesmo? O quanto “ser gay” o define como pessoa? Várias perguntas passam a surgir em sua cabeça, ainda mais quando ele começa a desenvolver um certo carinho especial por um de seus novos amigos.

Escolhi Apenas Um Garoto para ser a minha primeira leitura do ano porque a ideia do enredo me pareceu bem bacana. Não sei muito bem o motivo, mas esperava que ele tivesse uma história no estilo “Ela é o cara” (o filme), mas não foi bem o que aconteceu, rs. Vamos combinar que o livro passa longe da comédia!

O dia a dia de Rafe na nova escola, formando relacionamentos com seu novo colega de quarto e os atletas, grupo com o qual ele se enturma logo no primeiro dia, fazem parte de uma trama principal que foi um tanto tediosa para mim. Não consegui me conectar com as personagens, apesar da narrativa em primeira pessoa, teoricamente, contribuir para isso, e tive vontade de pular as descrições das partidas esportivas de Rafe. O desenrolar mais empolgante só ocorre lá nas últimas páginas, onde os maiores conflitos da trama são resolvidos.

A questão de Rafe querer ser visto por ele mesmo, e não a partir de um rótulo é super válida e interessante e ela é discutida de uma forma bem bacana no decorrer do livro. Entretanto, é difícil não achar o personagem um babaca em algumas situações do início do livro, e não perceber que ele começa a ficar cada vez mais enrolado com toda a situação, rs.

O ponto mais interessante da história são os textos que o garoto escreve para o professor, numa espécie de diário, para um trabalho escolar. É aí que Rafe conta sua história e conhecemos um pouco mais do seu passado e como ele encara o que já viveu. Nessa parte estão as maiores reflexões sobre a homossexualidade, a sexualidade do próprio Rafe, e sua tentativa de de ser “apenas um garoto” e é bacana ver como os comentários do professor auxiliam nos questionamentos de Rafe, assim como as conversas com os pais e a melhor amiga.

Mesmo apresentando uma história principal mais morna do que o esperado, Apenas Um Garoto é um livro que levanta várias questões interessantes e faz bem o seu papel de levar o leitor a questionar alguns “pré-conceitos” que nos passam despercebidos, e sobre como não devemos rotular as pessoas por seu gênero, orientação sexual, ou pela cor.

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