Resenha Isso Me Traz Alegria - Marie Kondo

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Título: Isso Me Traz Alegria - Um guia ilustrado da mágica da arrumação | Autor: Marie Kondo | Editora: Sextante | Páginas: 272 | Ano: 2016 | Leia um trecho
Hey pessoal, como estão? Chegou a hora de falar sobre a minha experiência com a leitura de Isso Me Traz Alegria, da consultora de organização japonesa Marie Kondo!

Marie Kondo ficou bastante conhecida com o lançamento do livro “A mágica da arrumação” que logo se tornou um best-seller e, como tal, recebeu também várias críticas acerca do método de organização que propõe. Li algumas opiniões negativas que acabaram me deixando com um pé atrás na hora de decidir se embarcava na leitura, mas, fisgada pelo primeiro capítulo de Isso Me Traz Alegria, deixei os preconceitos de lado e dei voz a minha curiosidade para conferir o que Marie tinha a dizer.

Como estamos passando aqui por uma fase de colocar a casa em ordem, o livro não poderia ter chegado em hora melhor, rs. Apesar de algumas partes do método serem mais complicadas de aplicar, principalmente se você não mora sozinho, a proposta é simples e, quando paramos para pensar, faz muito sentido!
A principal característica dessa forma de organização é manter somente aquilo que nos traz alegria. Isso pode parecer bobo, mas te desafio a olhar em volta e se perguntar: Quanta coisa mantemos conosco que, muitas vezes, já não tem mais sentido ou guardamos apenas para uma possibilidade remota de precisarmos dela algum dia?

Já parou para pensar em como se sentiria se encontrasse em sua casa apenas coisas que você gosta e lhe trazem felicidade? A própria autora coloca que, no começo, pode ser mais difícil desapegar daquilo que não temos certeza, mas que, com o passar do programa vamos ficando mais “conectados” com nós mesmos e a checagem da alegria se torna mais precisa.

“Guarde apenas o tipo de coisa que lhe dá felicidade. E, ao se desvencilhar daquilo que já não lhe satisfaz, não se esqueça de agradecer antes de se despedir. Ao se desapegar de coisas que faziam parte de sua vida com um sentimento de gratidão, você demonstra seu reconhecimento e o desejo de cuidar melhor de si mesmo. ” p.19

Uma das instruções que nos parece bem estranha, a princípio, é a de se despedir e agradecer às coisas que decidimos doar ou descartar. Você pensa “ah, mas é apenas um objeto, não tem vida, para que agradecer a uma coisa pelo tempo que ela ficou comigo?” e a resposta é gratidão.

E está aí um dos pontos altos que a leitura proporciona, pois ela nos permite conhecer novas formas de ver o mundo, e pode nos transformar de uma forma ou de outra se estivermos atentos e dispostos a novas experiências. Como a autora do livro é japonesa, encontramos um olhar interessante e mais sensível que nós – ocidentais, mergulhados nessa bolha de consumo desenfreado, onde quase tudo é descartável – deveríamos considerar com atenção. Bom... Vocês devem ter percebido que Isso Me Traz Alegria me colocou para pensar, rs.

“Ainda assim, no final, são os sentimentos da pessoa que usa o objeto e a maneira pela qual ela se relaciona com ele que irão determinar o tipo de aura do objeto (a palavra japonesa kuki-kan significa ‘o sentimento do ar’). A luz que este livro irradia e a presença que ele transmite vão depender de como você se relacionará com ele, bem como se você o usará ou se o comprará e nunca o lerá. Isso vale para todas as coisas, não apenas para esta obra: a mente determina o valor de tudo o que temos.” p.266.

Outros pontos ainda me chamaram atenção, como é o caso de organizar os itens por função (o que facilita tanto saber quantos objetos de cada categoria você tem, quanto para achá-los quando precisar de algum deles), e que cada coisa que decidimos manter merece seu próprio lugar (o que torna mais fácil manter a organização ao longo do tempo).

No parágrafo abaixo pode parecer que Marie prega um apego às coisas materiais, mas não é o caso, pois a mensagem é cuidar melhor de cada coisa que temos, seja porque isso nos traz alegria por sua utilidade ou por qualquer outro motivo, e criarmos um estilo de vida que nos traga felicidade.

“É verdade que a alegria provocada pelo armazenamento não é percebida de imediato. Diferentemente de quando ocorre a redução, que é atingida após sacolas de lixo se empilharem a cada dia e seu espaço passar por uma transformação drástica, o armazenamento envolve mudar as coisas de lugar sem fazer alarde e encontrar satisfação nas pequenas conquistas. Há no entanto uma coisa que não se pode esquecer. Organizar, no verdadeiro sentido da palavra, não termina de jeito nenhum só com a redução do número de peças. Você precisa escolher um lugar confortável para pôr cada item que decidir manter, onde cada item possa brilhar em seu potencial máximo. Como as coisas que você escolhe estimulam sua vida, nada mais justo que criar um espaço onde elas possam se sentir em casa.” p.116.

O guia é bem completo e traz, junto a exemplos práticos da própria Marie e seus clientes, dicas para organizar realmente tudo: roupas, livros, papéis, lembranças, ferramentas, produtos de beleza, a cozinha, o banheiro, a entrada da casa etc. É bem fácil identificar pelo índice determinado assunto e ir direto a ele, apesar de Marie sugerir que você inicie a arrumação na seguinte ordem: Roupas -> Livros -> Papelada -> Komono (itens diversos) -> Itens de valor sentimental.

Só discordo quando, na parte sobre os livros, Kondo diz para descartar todos os exemplares que você ainda não leu... Isso, confesso, não fui capaz de fazer, mesmo entendendo que ela tem um pouco de razão sobre alguns pontos, rs.

Se você procura por um método simples de organização que não tem regras sem sentido do tipo “descarte tudo o que você não usou nos últimos seis meses” e costuma ver a arrumação como uma chateação, ou já tentou várias vezes mas não conseguiu achar um jeito de manter sua casa (vida) em ordem, sugiro que dê uma boa lida em Isso Me Traz Alegria!

Particularmente, estou colocando em prática as dicas do livro e gostando do resultado. Ouso dizer ainda que o Método KonMarie pode ser aplicado também a outras áreas da nossa vida, não apenas na hora da arrumação, rs. E, de uma certa forma, arrumando a casa, também organizamos a nós mesmos.

Obrigada e até o próximo post!

 

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