27 de abril de 2017

Resenha A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton (A Rebelde do Deserto #2)

Título: A Traidora do Trono (A Rebelde do Deserto #2) | Autor: Alwyn Hamilton | Editora: Seguinte | Número de Páginas: 440 | Ano: 2017 | Leia um trecho
Depois de ganhar um lugar de destaque entre as minhas leituras preferidas de 2016, eu não poderia estar mais animada em ler a continuação de A Rebelde do Deserto! O segundo volume da trilogia chegou por aqui há pouco tempo e já aproveitei para iniciar uma nova aventura com Amani em A Traidora do Trono.


Se Amani já tinha se envolvido em grandes encrencas no primeiro volume, as coisas ficam ainda mais perigosas no segundo livro! Depois de fugir da Vila da Poeira com um forasteiro montada num Buraqi e cruzar o deserto, Amani parece ter achado seu lar dentro do acampamento rebelde. Envolvida com a Rebelião, ela luta pela causa do Príncipe Ahmed, para tirar o Sultão do comando do país em busca de uma nova realidade para o povo de Miraji.

Os feitos impressionantes da Bandida de Olhos Azuis lhe garantiram uma reputação considerável, e ficaram conhecidos por praticamente todos os cantos do deserto. Apesar disso, ela pode não sair ilesa de todas as situações! Num confronto arriscado em Iliaz, Amani leva um tiro, o que a coloca em uma situação bastante delicada, enquanto isso, Jin vai para longe atuar como espião para a o príncipe. Quando as coisas parecem que vão melhorar, Amani é traída e capturada. Levada para o sultão, ela se vê cara-a-cara com o inimigo da rebelião e precisa ter cuidado para não acabar relevando sua identidade e botar em risco tanto a sua vida como a de toda a força rebelde. 

Sem poder usar sua ligação com o deserto para escapar do palácio, ela precisará sobreviver, também, às intrigas do Harém e as esposas ciumentas que a veem como ameaça a suas posições na preferência do sultim Kadir, o atual herdeiro do trono. Se não bastasse isso, com o contato cada vez mais próximo com o Sultão, Amani começa a se questionar quem realmente é o mais indicado para liderar Miraji.


É fato que encontramos muito mais aventura e ação em A Rebelde do Deserto, mas, seguindo num ritmo relativamente mais calmo em A Traidora do Trono, entendemos muito mais sobre o rico universo da trama, como se deu a criação do mundo e como os djinnis deram vida aos homens, além de saber mais como funcionam as habilidades dos demdjis, filhos de djinnis com humanos.

Além disso, como a trama se passa prioritariamente no palácio, acabamos conhecendo mais de perto o outro lado da rebelião e a figura imponente e interessante do Sultão. Junto com Amani, tentamos entender o seu lado da história e os motivos que os levaram a agir de tal forma, o que até deixa nossa protagonista em dúvida sobre a validade da rebelião. Sinceramente adoro quando o “vilão” não é aquele cara totalmente mau. Esse detalhe tira a história daquele clichê da luta do bem x mal e traz a ideia de que a questão pode variar dependendo do ponto de vista de cada um - o que me lembrou muito a proposta da duologia Tigana, de Guy Gavriel Kay.

Não posso negar, entretanto, que fiquei querendo um pouco mais de momentos da dupla dinâmica... digo, ver Amani e Jin juntos, nesse segundo volume. Isso não chega a ser um ponto negativo do livro, já que Amani é o tipo de protagonista que consegue brilhar sozinha, sem precisar de um par romântico para isso. É claro que não irei reclamar caso Jin apareça mais no terceiro volume porque, convenhamos, quanto mais Jin, melhor! rs

Falando nisso, apesar de termos um boa parcela de personagens masculinos importantes na série, como o próprio Sultão, o príncipe Ahmed, Jin, Rahim e Sam, foram as figuras femininas que dominaram a trama! Além de Amani, ganharam espaço a general Shazad, Imin, Hala, Delila, e outras como a princesa Leyla, as mulheres do Harém e, também, duas personagens que reaparecem nesse momento da história, desempenham papel importante para o desenrolar dos acontecimentos. Isso sem falar nas mães de Amani e de Jin - Zahia e Lien - que, somos lembrados agora, fizeram de tudo para proteger os filhos e foram cruciais no passado.

Na entrevista que Alwyn Hamilton deu para a Seguinte (assista aqui!), a autora coloca que se preocupa com a questão de mostrar personagens femininas fortes e capazes, que não precisam necessariamente usar sua força física para serem bem sucedidas. E eu nem preciso me estender no assunto, além de dizer o quanto é importante que encontremos cada vez mais personagens femininas marcantes na literatura, principalmente a de gênero juvenil e jovem adulto (YA), como é o caso de A Rebelde do Deserto.

Além de figuras novas bacanas que apareceram na série, como Leyla, Rahin e Sam (esse promete no próximo volume!), outro ponto que deixou a leitura ainda mais interessante foi a volta inesperada de alguns personagens pelos quais passamos rapidamente no primeiro livro mas que são muito importantes para a trama. Não citarei os nomes aqui para não estragar a surpresa dos leitores, rs.

O último capítulo de A Traidora do Trono traz, a meu ver, dois ganchos superinteressantes para serem desenvolvidos no próximo e último volume da trilogia. Estou bastante curiosa para saber como a autora finalizará a trama e, sinceramente, espero que o livro seja longo porque será bastante difícil me despedir da série! rs

Se você ainda não conhece essa trilogia imperdível, fique de olho aqui no blog que poderá surgir uma ótima oportunidade para corrigirmos isso! Obrigada por ler o Open Page e até o próximo post!

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