28 de junho de 2017

A Rainha de Tearling - Erika Johansen

Título: A Rainha de Tearling (vol.1) | Autor: Erika Johansen | Editora: Suma de Letras | Número de Páginas: 352 | Ano: 2017 | Leia um trecho
Kelsea cresceu isolada num chalé no meio da floresta até que, aos dezenove anos, precisa deixar seu lar e as pessoas que a criaram para trás e seguir para a Fortaleza de Tearling, onde assumirá seu lugar como rainha. Mas ela logo verá que sua jornada será mais difícil do que parecia, pois seu tio, o regente, e a poderosa rainha do reino vizinho de Mortmesne querem vê-la morta e não medirão esforços para impedi-la de chegar ao trono.

Felizmente Kelsea terá a ajuda da Guarda da Rainha, um grupo formado por homens leais que serviram sua mãe e juraram protegê-la quando a hora chegasse. Um improvável encontro lhe rende uma estranha aliança e a joia que usa desde o dia que nasceu, a safira tear, mostrará seu verdadeiro poder.

Além das ameaças contra sua vida, a garota colocará em cheque as crenças sobre a própria mãe, sua criação e o reino que está prestes a governar, principalmente quando se depara com as condições precárias em que o seu povo vive.


A Rainha de Tearling é o romance de estreia e primeiro livro da trilogia escrita pela norte americana Erika Johansen, publicado aqui no Brasil pela Suma de Letras.

Quando soube sobre o lançamento de A Rainha de Tearling fiquei super curiosa para ler o livro, já que adoro histórias desse tipo, com reinos, disputas políticas, aventura e elementos de fantasia. Comecei a leitura com altas expectativas, e infelizmente, o livro não foi tão bom quanto prometia.

Um ponto que chama atenção logo no começo é que a narrativa não é envolvente para tornar o universo do livro tão interessante quanto deveria ser e, também, apresenta alguns furos, principalmente em relação aos diálogos que são fracos, às vezes, não tendo muito sentido com o momento.

Como o livro começa quando a Guarda da Rainha chega ao chalé para levar Kelsea de volta a Fortaleza, parece que falta uma parte do que aconteceu antes, o que deixa o leitor na mesma situação irritante da personagem, pois estamos tão perdidos quanto Kelsea sobre a história de Tearling. E está aí outra questão que incomoda bastante, já que a garota passou a vida toda reclusa no meio da floresta, sem ter contato com mais ninguém além de seus tutores, sendo treinada para se tornar rainha, e acharam que seria melhor para ela não saber nada sobre sua mãe, sua própria história e sobre o passado do reino. Como a falta de informação poderia ajuda-la a ser uma rainha melhor? Na maior parte do livro nos deparamos com uma variedade de personagens que repetem esse comportamento e preferem deixar a protagonista no escuro com frases do tipo “prometi que não contaria” e “é melhor não falarmos sobre isso”. Só que não há, realmente, uma ótima justificativa para isso.

Apesar da narrativa não ser tão boa, a trama tem mesmo potencial para mais dois livros. São vários mistérios que nos fazem continuar lendo para descobrir as respostas, como quem é o pai de Kelsea, qual o verdadeiro poder das joias, a origem da rainha de Mortmesne e, afinal de contas, o que a rainha Elyssa aprontou e porque ela fez todo mundo prometer que não contariam nada a Kelsea, rs.

Kelsea, por sua vez, não apresenta nenhuma característica marcante mas é uma boa protagonista, já que mesmo cumprindo o papel de rainha, tem desejos como qualquer jovem de dezenove anos e toma atitudes impulsivas graças ao seu senso de justiça. É bacana também o fato de que ela é descrita como uma garota gordinha e sem muita beleza. Como é nova e inexperiente será interessante ver como a autora a fará crescer nos próximos livros.

Um personagem que chama atenção é Fletch, um ladrão bastante temido no reino, que tem um certo interesse em acompanhar as mudanças que uma nova figura no trono pode trazer a Tearling. No decorrer do livro, ficamos sabendo que ele tem seu próprio mistério, que vai além da descoberta da sua verdadeira identidade.

A leitura de A Rainha de Tearling teve seus altos e baixos, mas, no geral, o livro tem uma boa história. Mas como gostar ou não de um título tem a ver com comparações, existem livros com premissas semelhantes que são bem melhores (com ótimas narrativas), como é o caso da série Os Sete Reinos, da Cinda Williams Chima, e A Saga do Império, dos autores Raymond E. Feist e Janny Wurts, por exemplo.

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